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É seguro ir a uma consulta presencial em tempo de pandemia?

Têm vindo a público várias notícias sobre a diminuição na procura de serviços de urgência por parte do público, mesmo nos casos mais graves, como resultado do receio da pandemia de Covid-19 que se vive no país e no mundo. Mesmo as unidades de saúde que continuaram a funcionar registaram quebras de procura nas consultas da ordem dos 20% a 30%.

Embora sejam necessários cuidados e medidas de proteção adicionais de forma a evitar a contaminação pelo novo coronavírus, é importante afirmar que existem algumas condições clínicas que necessitam de cuidados imediatos e urgentes – é o caso dos enfartes de miocárdio ou dos acidentes vasculares cerebrais, cuja cura e tratamento dependem de assistência médica no mais curto espaço de tempo. E existem sintomas que não devem ser ignorados ou desvalorizados porque, em qualquer doença, o diagnóstico precoce é um fator essencial para a cura.

“É natural que as pessoas tenham algum receio nesta fase e que queiram ficar mais isoladas e longe de possíveis focos de contaminação, mas é preciso ter noção que ignorar determinados sintomas pode ser mais perigoso que a própria infeção por coronavírus”, refere, a propósito, o Dr. Rui Pinto, médico ortopedista e diretor clínico do Hospital de Santa Maria – Porto.

O que se aconselha aos pacientes é que, caso sintam algum desconforto ou sintoma fora do comum, contactem com o seu médico, ou, nos casos mais graves, com a Linha SNS24. Desta forma, receberão indicações sobre se devem, ou não, dirigir-se a uma consulta ou a um serviço de urgência.

“No Hospital de Santa Maria – Porto, para além de estar disponível a teleconsulta, que permite ter uma opinião médica sem sair de casa, implementámos medidas excecionais nas nossas instalações para proteção de pacientes e profissionais”, acrescenta o Dr. Rui Pinto. Importa também salientar que o Hospital de Santa Maria – Porto não fez parte das unidades hospitalares de assistência a doentes infetados com COVID-19, pelo que, durante todo este período, não recebeu nenhum doente com esta patologia nas suas instalações.

Para além disso, todas as pessoas que entram no Hospital são alvo de um questionário clínico para avaliar o seu grau de risco e a triagem integra ainda a medição da temperatura corporal à chegada. O uso obrigatório de máscara, o distanciamento social, a solução alcoólica para desinfeção das mãos, a sinalética de apoio e limitação de permanência nas salas de espera são outras medidas implementadas no Hospital de Santa Maria – Porto.

O objetivo é que os pacientes possam dirigir-se ao hospital para as suas consultas, exames ou cirurgias com a garantia de que estão a ser observadas todas as medidas para sua proteção e conforto e que encontrarão, como habitualmente, uma equipa clínica dedicada e um serviço de saúde de excelência.