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Hospital inaugura novo Centro de Medicina Hiperbárica

O Hospital de Santa Maria – Porto, em parceria com a BioBárica, uma rede mundial de centros de terapia hiperbárica, vai inaugurar na próxima semana o novo Centro de Medicina Hiperbárica. Localizado no piso 1 do Hospital, tem uma inovadora câmara individual de oxigenação hiperbárica de média pressão, aprovada pelo INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) que permite o tratamento e recuperação de diversas patologias e situações clínicas, desde a recuperação de atletas de alto rendimento a situações de pós-operatório, feridas crónicas, fibromialgia, fadiga, enxaquecas e cefaleias, entre tantas outras.

Na área da Ortopedia e Traumatologia em particular, a oxigenoterapia hiperbárica tem demonstrado excelentes resultados no tratamento de lesões traumáticas agudas e crónicas, diminuindo de forma mais rápida a inflamação e o edema e acelerando o processo de cicatrização.

O Centro de Medicina Hiperbárica do Hospital de Santa Maria – Porto será coordenado pelos médicos Paulo Maia e Rui Ponce Leão com a competência em Medicina Hiperbárica, com o apoio de uma equipa de Enfermagem com formação específica.

O que é a medicina hiperbárica?

A medicina hiperbárica é uma forma especializada de tratamento onde o doente é submetido a uma alta concentração de oxigénio e a uma pressão 2 a 3 vezes superior à pressão atmosférica ao nível do mar. Este tratamento é efetuado dentro de câmaras, que permitem regular quer a pressão quer o débito de oxigénio. Estas condições geram um aumento enorme da quantidade de oxigénio transportado pelo sangue disponibilizado aos tecidos do corpo humano.

Assim, o tratamento de oxigenação hiperbárica está particularmente indicado nas situações que evoluem com diminuição de oxigénio nos tecidos ou nos casos de formação de bolhas gasosas no corpo humano, de que é um exemplo a doença descompressiva dos mergulhadores.

Consoante o tipo de câmaras, as indicações terapêuticas variam, desde situações de extrema gravidade como são as intoxicações por monóxido de carbono ou cianídricas, às infeções necrotizantes, osteomielites, etc., a situações menos graves como são as úlceras, viabilização de enxertos, e cicatrização de lesões musculo-tendinosas.

Nestes últimos casos, o aumento de oxigénio ao nível das lesões, melhora as condições de cicatrização pela estimulação da formação de colagénio, novos vasos sanguíneos e epitelização das feridas.

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